Cultura Preservação
Restauro da Casa da Lomba avança e resgata a história de Novo Hamburgo
Obra já está com mais de 60% executada e transformará espaço histórico em centro cultural e turístico
01/08/2025 08h55 Atualizada há 7 meses
Por: Redação da Gazeta
Foto: Jaime Freitas/PMNH

A manhã desta quinta-feira (31) marcou mais um avanço significativo na preservação da memória de Novo Hamburgo. O secretário municipal de Cultura, Angelo Reinheimer, esteve em Lomba Grande para vistoriar o andamento das obras de restauro da antiga Escola Meyer — também conhecida como Casa da Lomba —, tombada como patrimônio histórico-cultural do município. A intervenção já superou 60% de execução e segue em ritmo acelerado.

O projeto totaliza um investimento de R$ 1.983.025,00, sendo R$ 1.074.700,00 provenientes do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), administrado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Em 2025, a Prefeitura de Novo Hamburgo garantiu o repasse da contrapartida municipal, no valor de R$ 908.325,00, pendente desde 2022, assegurando a continuidade da obra.

Durante a visita, Reinheimer destacou a importância do restauro para a identidade hamburguense. “Essa obra é um compromisso da municipalidade com a nossa história. A Casa da Lomba será um espaço vivo, de aprendizado, de encontros e de valorização das nossas raízes. É um investimento que dialoga com o futuro sem esquecer o passado”, declarou.

Além da recuperação estrutural, o projeto prevê a transformação do imóvel em um centro cultural multifuncional. Estão previstas oficinas de artesanato, canto, saraus, apresentações artísticas, além da instalação de uma biblioteca, memorial e sala multiuso. A Casa da Lomba também será um ponto de referência para o projeto turístico Caminhos de Lomba Grande.

Construída entre 1862 e 1864, a Casa da Lomba serviu como escola comunitária, residência pastoral e, mais recentemente, espaço cultural. Entre 1928 e 1930, ganhou sua configuração atual sob orientação do arquiteto e pastor Jacob Sauer. O imóvel foi tombado como patrimônio histórico municipal em 2010.

A casa também foi lar de Dona Emília Sauer, cidadã honorária de Novo Hamburgo e fundadora do Instituto de Belas Artes, que deu origem à atual Universidade Feevale.

Com a conclusão das obras, a expectativa é de que o espaço se torne um centro cultural acessível, que valorize o passado e inspire novas gerações. “Essa obra não é apenas o restauro de uma edificação, mas de um símbolo. Estamos cuidando da história para que as próximas gerações possam conhecê-la, vivenciá-la e transformá-la em novas expressões culturais”, concluiu Reinheimer.