Meio Ambiente Resgate
Novo Hamburgo resgata cerca de 150 animais silvestres em situações de risco no último ano
Aves, tartarugas e gambás lideram atendimentos; população é orientada a acionar a Diretoria de Proteção Animal em casos de fauna urbana
07/08/2025 20h03 Atualizada há 6 meses
Por: Redação da Gazeta
Foto: Divulgação/DPA

A Diretoria de Proteção Animal (DPA) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMMADU) de Novo Hamburgo resgatou aproximadamente 150 animais silvestres ao longo do último ano, em situações que vão desde o confinamento ilegal e abandono até a entrada dos animais em áreas urbanas da cidade. Somente em 2025, mais de 60 atendimentos já foram realizados.

Segundo o biólogo da DPA, Carlos Normann, os animais encontrados variam desde recém-nascidos que caem de ninhos, passando por aves atropeladas ou feridas por colisões, até gambás e tartarugas que buscam abrigo em lixeiras e forros de residências. “Com a expansão urbana, a presença da fauna silvestre em áreas residenciais tem se tornado cada vez mais frequente, com ninhos em postes e prédios, além de aparições de ouriços, corujas, falcões e capivaras”, explica.

Normann alerta para o cuidado no contato com esses animais, já que não estão acostumados à presença humana e podem reagir inesperadamente. Caso seja possível capturá-los sem causar ferimentos, recomenda-se levar o animal até o Parcão, onde funciona a DPA. Caso contrário, a orientação é buscar auxílio da equipe de Proteção Ambiental, garantindo o transporte seguro e adequado, principalmente no caso de filhotes.

Além dos resgates, a Diretoria recebe denúncias sobre manutenção ilegal de animais silvestres. A população pode comunicar situações de segunda a sexta-feira pelo telefone (51) 3097-1990 e, no período noturno e finais de semana, pelo número (51) 99645-7266. Em resposta, agentes municipais visitam o local, notificam os responsáveis e realizam o recolhimento dos animais.

A legislação prevê multa de R$ 500 por animal em situação irregular, que pode chegar a valores dez vezes maiores para espécies ameaçadas de extinção, como o papagaio-charão, nativo do Rio Grande do Sul.