Cultura Expointer 2025
Estância da Arte chega à 5ª edição com curadoria de Marciano Schmitz e mais de 50 obras inéditas
Mostra “Traços da Tradição” destaca diversidade da cultura campeira por meio de pinturas e esculturas de artistas do Brasil e da Argentina
23/08/2025 07h44 Atualizada há 6 meses
Por: Redação da Gazeta

A Estância da Arte chega à sua quinta edição na Expointer 2025, sob a curadoria do pintor, desenhista e escultor Marciano Schmitz, que conduz o projeto desde 2021. Com o tema “Traços da Tradição”, a mostra reúne obras que retratam a diversidade da cultura campeira e a forma como o povo gaúcho é representado em diferentes linguagens artísticas.

Participam desta edição os artistas Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone (Argentina), Chapéu Preto, Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo.

O trabalho de curadoria é um exercício de observação. A escolha se dá depois de olhar diversas vezes as obras que nos são sugeridas. Procura-se observar o assunto, a técnica, a narrativa e a composição. Uma obra tem de ter discurso”, explica Schmitz.

Com mais de 50 trabalhos expostos, entre telas, esculturas e cartoons — metade delas produzidas exclusivamente para o evento —, a edição de 2025 será a maior já realizada. A expectativa é de receber 40 mil visitantes ao longo dos nove dias de feira.

O público poderá interagir com os artistas no “Chimarrão com os Artistas”, rodas de conversa que contarão com a presença de Schmitz, entre outras datas, no dia 5 de setembro.

O Estância da Arte (PRONAC: 244749) é uma realização da Simples Assim Produtora Cultural, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com patrocínio master do Banco de Lage Landen e da Guaibacar, patrocínio da Agrofel, além de apoio da RBS TV e da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos.

Natural de Novo Hamburgo, Marciano Schmitz, 71 anos, iniciou-se nas artes ainda na adolescência, no Instituto de Belas Artes. Formado em Desenho e Plástica pela FEEVALE, participou de movimentos artísticos nos anos 1970 e, na década seguinte, ingressou na arte sacra. Nos anos 1990, frequentou ateliers em Florença, na Itália, e a partir dos anos 2000 passou a se dedicar ao universo campeiro, retratando a vida do gaúcho e o nativismo.

Presente no Estância da Arte desde 2019, foi o primeiro artista a expor no projeto. Em 2021 assumiu a curadoria e, desde 2024, é homenageado com o Espaço do Curador, onde parte de suas obras também é exibida.