
Após dois anos de ausência em razão da Influenza Aviária (2023) e da Doença de Newcastle (2024), as aves e os pássaros estão de volta à Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Nesta edição, serão 381 aves (galinhas e galos de 33 raças) e 542 pássaros (de quatro raças), responsáveis por um crescimento de 27% no número total de animais em relação ao ano passado.
Eles poderão ser vistos no Pavilhão de Pequenos Animais, espaço tradicionalmente um dos mais visitados da feira e muito apreciado pelas crianças.
Para André Machado Schmitz, presidente da Associação Brasileira de Preservadores e Criadores de Aves de Raças Puras e Ornamentais (APCA), o retorno representa motivação e reconhecimento.
“Ficar sem participar da feira é um desestímulo para qualquer expositor. Além da premiação, que valoriza o trabalho, a Expointer é uma grande vitrine e também uma fonte de renda, já que muitos negócios acontecem aqui”, afirma.
Segundo Schmitz, a edição de 2025 marca crescimento em relação a 2022, última participação do segmento: “São cerca de 50% mais aves do que naquela ocasião”.
Ele, que percorre diariamente 20 quilômetros de bicicleta para cuidar de seu Criatório Sidelina, em Alegrete, levará 38 aves à feira. Entre elas, raças inglesas como Orpington (amarela, preta e chocolate – esta última estreante na Expointer) e Sussex, além de miniaturas como Mini Cochins e Sedosa do Japão, conhecidas popularmente como garnizés e bastante procuradas como pets. Também estarão presentes aves de origem asiática, como Brahma Perdiz e Brahma Dark, de dupla aptidão (carne/ovos e ornamentação).
O setor de pássaros também retorna com força. Serão 542 exemplares de quatro raças: calopsitas, canários, periquitos australianos e mandarins.
O criador Pedro Antônio Cordeiro da Costa, presidente da Sociedade Ornitológica Riograndense (SOR), participa da Expointer há mais de 30 anos e levará cerca de 180 pássaros. A paixão começou na infância, quando ganhou de uma tia seus primeiros casais de periquitos:
“Foi amor à primeira vista. Desde então, nunca mais parei. Hoje tenho cerca de 70 casais no Criadouro Cordeiro, em Porto Alegre”, conta, emocionado.
A alimentação e manejo são adaptados a cada espécie, desde misturas de sementes para calopsitas e periquitos até dietas específicas para mandarins. Os filhotes passam por viveiros de manejo, onde aprendem a voar e a se alimentar sozinhos antes de irem para as gaiolas de exposição.
Para Cordeiro, retornar à Expointer é também um reencontro com o público:
“Esses dois anos foram um lapso em nossa vida. A feira é uma oportunidade de divulgar conhecimento, esclarecer dúvidas e compartilhar alegria com as pessoas que nos visitam ano após ano”, afirma.
Com o retorno das aves e pássaros, o Pavilhão de Pequenos Animais promete ser novamente um dos pontos altos da Expointer 2025, unindo preservação de raças, negócios, conhecimento e o encantamento do público com a diversidade de espécies expostas.