
Nos dias 9 e 10 de outubro, a Casa das Artes de Novo Hamburgo recebe a casa-exposição “Nem Tão Doce Lar”, iniciativa itinerante e interativa que traz ao espaço público a representação de uma casa com pistas que denunciam a violência sofrida por mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e comunidade LGBTQIAPN+.
A mostra é aberta à visitação pública e gratuita, na quinta-feira (9/10) das 13h às 17h e na sexta-feira (10/10) das 9h às 17h, podendo ser realizada individualmente ou em grupos. O público prioritário são estudantes a partir da 5ª série do ensino fundamental e ensino médio, educadores, grupos de mulheres, coletivos e população em geral.
Durante a visita, é possível circular pelos diferentes cômodos da casa, identificar pistas deixadas nos cenários e, ao final, participar de rodas de conversa para expor impressões e tirar dúvidas. Também são disponibilizadas tarjetas informativas sobre os diversos tipos de violência doméstica e familiar, promovendo sensibilização, métodos preventivos e incentivo à denúncia.
Antes da exposição, no dia 8 de outubro, será realizada uma Oficina de Formação destinada a integrantes da rede de proteção, equipamentos públicos e organizações da sociedade civil, com o objetivo de fortalecer a rede de apoio do município e da região.
A iniciativa é promovida pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD) e ocorre em Novo Hamburgo em parceria com a Associação Beneficente Floresta Imperial (ABEFI), Abrigo Beija-Flor e Abrigo Morada de Gigantes, com apoio da Prefeitura — por meio das secretarias de Cultura, Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Habitação — e do Restaura NH da Secretaria de Segurança Pública. Também participam parceiros como o Juizado da Infância e da Juventude, Juizado da Violência Doméstica, Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e Fórum dos Conselhos.
A “Nem Tão Doce Lar” já passou em 2025 por cidades do Rio Grande do Sul — Agudo, Pelotas e Portão — e pelo Espírito Santo, em Colatina e Linhares. O nome faz alusão à expressão popular “Lar doce lar” e a primeira montagem ocorreu em 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340). Inspirada na exposição alemã Rua das Rosas, desenvolvida pela antropóloga Uma Hombrecher, a mostra foi adaptada ao contexto brasileiro por meio de um amplo processo de construção coletiva da FLD e organizações parceiras.
Em 2024, o projeto recebeu o primeiro lugar no Prêmio APERGS de Direitos Humanos Procurador Jacques Alfonsin, na categoria “Política de Justiça de Gênero – Nem Tão Doce Lar”, iniciativa do Departamento de Direitos Humanos da Associação dos Procuradores do Estado do Rio Grande do Sul (DDH-APERGS), com apoio da Escola Superior da Advocacia Pública (ESAPERGS).