Três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (27) durante a Operação Tonel, deflagrada pela Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DECAP/DEIC) no limite entre Portão e Estância Velha, no Vale do Sinos. A ação encontrou drogas, uma arma de calibre restrito e materiais explosivos que estavam escondidos em tonéis enterrados em uma reciclagem.
A apreensão retira de circulação uma quantidade significativa de entorpecentes e equipamentos que, segundo a investigação, estariam armazenados para uma organização criminosa com atuação na região. O caso também mobilizou equipes especializadas devido à presença de explosivos entre os materiais encontrados.
Os mandados de prisão preventiva e de busca foram cumpridos em endereços no bairro Campo Grande. Na reciclagem, localizada em Portão, os policiais encontraram os tonéis enterrados utilizados para ocultar os materiais. Uma residência vizinha, já no território de Estância Velha, também foi alvo das buscas.
Entre os presos estão os proprietários da reciclagem, um homem de 51 anos e uma mulher de 48, além de outra mulher, de 41 anos, que mora na casa ao lado. Conforme a Polícia Civil, nenhum dos três possui antecedentes criminais.
A investigação aponta que os imóveis seriam utilizados para guardar drogas e armamentos destinados a integrantes de uma organização criminosa originária do Vale do Sinos. Os responsáveis pelo armazenamento teriam ligação com pessoas foragidas da Justiça e integrantes do grupo criminoso.
Ao todo, foram apreendidos 75,1 quilos de maconha, 1,1 quilo de cocaína e 190 gramas de crack. Os policiais também localizaram uma arma de calibre restrito, além de aproximadamente seis quilos de emulsão explosiva distribuída em três bisnagas.
O material explosivo estava acompanhado de 50 estopins e cerca de cinco metros de cordel detonante NP10. Balaclavas também foram encontradas durante as buscas.
A Operação Tonel recebeu esse nome justamente pela forma como parte dos materiais era escondida. O uso dos recipientes enterrados tinha como objetivo dificultar a localização do arsenal e dos entorpecentes mantidos nos imóveis investigados.
Após a descoberta, os materiais apreendidos passaram por contabilização e devem ser submetidos à perícia. A ocorrência também segue com os procedimentos de polícia judiciária relacionados às prisões e às apreensões.
Segundo o delegado Gabriel Casanova, a investigação continuará para esclarecer a origem e a finalidade dos explosivos, identificar os responsáveis pelo fornecimento do material e verificar se outras pessoas participaram do esquema de armazenamento.
A Polícia Civil também busca avançar na identificação da estrutura utilizada pela organização criminosa para guardar drogas e armamentos no Vale do Sinos.





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