Uma mulher foi detida nesta quarta-feira (26), em Sapiranga, após, segundo informações preliminares da Brigada Militar, se apresentar como técnica de enfermagem para convencer uma mãe a sair de casa com a filha, de apenas 1 mês. A suspeita teria afirmado que a criança precisava passar por um recadastramento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A situação chamou a atenção durante o deslocamento e acabou sendo comunicada à polícia por um motorista de aplicativo. A ocorrência mobilizou a Brigada Militar e terminou com a suspeita, a mãe e a bebê encaminhadas para atendimento médico e, posteriormente, para a delegacia.
Conforme o relato inicial da BM, a mulher chegou à residência da família se identificando como profissional da área da saúde. Depois de informar que a bebê precisaria ser levada para um procedimento de recadastramento, ela acompanhou mãe e filha até outro endereço.
O deslocamento foi feito em um carro de aplicativo. Segundo a corporação, as três aguardariam no local a chegada de um transporte da prefeitura para continuar o trajeto.
Motorista desconfiou da situação
Durante a corrida e a permanência no endereço, o motorista de aplicativo teria percebido inconsistências na situação e decidiu acionar a polícia. Uma equipe da Brigada Militar foi até o local indicado e encontrou a suspeita junto da mãe e da criança.
Ainda de acordo com as informações preliminares, a mulher apresentou versões divergentes sobre sua própria identificação e sobre a razão de estar acompanhando a mãe e a bebê. A Brigada Militar não informou quais foram as explicações apresentadas pela suspeita aos policiais.
A mãe e a criança foram encaminhadas inicialmente para atendimento na UPA de Sapiranga. Após os procedimentos, as envolvidas foram levadas para a delegacia, onde o caso passou a ser registrado e investigado.
A ocorrência ainda está em apuração. A reportagem busca informações junto à Polícia Civil para esclarecer se houve tentativa de sequestro, quais seriam as intenções da suspeita e se ela possuía algum vínculo anterior com a família.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual prisão em flagrante ou sobre a situação jurídica da mulher. A investigação deverá reunir os relatos da mãe, do motorista de aplicativo, dos policiais e demais elementos que possam esclarecer a dinâmica do caso.





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